QUE TAL UM POUCO DE JAZZ NO JARDIM SUSPENSO DA BABILÔNIA?

Há  18 anos  na cidade de Santo Antônio do Pinhal, a Serra da Mantiqueira abriga no mês de outubro um festival de Jazz realizado em uma pousada conhecida como Jardim Suspenso da Babilônia.

No ano anterior o evento recebeu nomes como:   Nailor Proveta & Alessandro Penezzi, Nelson Ayres e Ricardo Herz, Faiska Trio, e Ari Borger Trio.

 

EDIÇÃO DE 2018

Este ano  o evento trará workshops gratuitos  realaizados no Auditório Municipal, que acontecerão todas as sextas que antecedem os finais de semana  nos quais ocorrem o festival.

Nas tardes de sábado  a Praça principal receberá shows previstos na programação, e durante as noite os shows ganham um ar mais intimista no Jardim Suspenso da Babilônia.  Milton Godoy e Marcel Powell (filho do Baden) inaugural o primeiro final de semana deste evento.

OUTROS DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO:

Segundo final de semana de outubro – Quinteto Pau Brasil

Terceiro final de semana de outubro – Alessandro Penezzi e Hamilton de Holanda

Quarto  final de semana de outubro-  Jaques Morelenbaum Trio.

 

HISTÓRIA

Em entrevista,  o idealizador do projeto explica como surgiu o Festival de Jazz:

HPC: Como foi criado o projeto? Quem são os idealizadores?

JCP: O festival de jazz foi idealizado e criado em 1999 por mim, João Cesar Pinheiro Rodrigues com o  intuito de divulgar nosso estúdio de produção de áudio que era nossa principal atividade na época, vivenciar a boa música, conhecer músicos incríveis, divulgar nossas produções para os músicos que vinham se apresentar, e divulgar o Jardim Suspenso da Babilônia como referência de bons instrumentistas. Amor à música, amor ao caminho de se desenvolver como instrumentista, como produtor de eventos, agora também o amor de promover oportunidades de desenvolvimento humano pelos workshops gratuitos à população, shows, empregos.

Minha esposa Silvia Mazza contribuiu muito no início com o Teatro, exposições fotográficas e curta-metragens, embora nos últimos 10 anos tenha participado mais como consultora do cardápio.

Sou agrônomo formado pela ESALQ/USP . Durante a graduação fui me tornando também músico e quando peguei o diploma fui me aventurar pela Alemanha onde trabalhei duro em diversos subempregos, por 2 anos. Depois consegui uma espécie de intercambio nos EUA, onde fiquei basicamente tocando na noite como percussionista e estudando Inglês por outros 2 anos.

Depois disso voltei ao Brasil com uma mesa de gravação de áudio de 8 canais digital, que era novidade por aqui e comecei o estúdio Jardim Suspenso da Babilônia aqui em Santo Antônio do Pinhal, que foi virando pousada. Hoje somos 90% pousada mas mantemos todo outubro a produção anual do Festival de Jazz. E produzimos os vídeos dos eventos.

 

HPC: Da primeira edição de 1999 para esta de 2018, quis foram as transformações que ocorreram na configuração do projeto.

JCP: No início, o festival contava também com mostra de cinema curta-metragens de humor, fornecidos pelo MIS Museu da Imagem e do Som, contava também com teatro em duas entradas de 20 minutos nos intervalos da banda e mostras fotográficas em todos eventos.

Acontecia nos meses de junho e julho mas mudamos para outubro para fortalecer nossa ocupação de hospedagem na baixa temporada.

Durante alguns anos resolvemos chamar de Temporada de Jazz, mas agora retomamos a palavra Festival de Jazz por conta dos mecanismos de busca da internet,

Em algumas versões, os músicos que vinham tocar aqui no salão do Jardim Suspenso sábados de noite, tocavam também na praça da cidade no sábado de tarde, divulgando nosso evento da noite, as vezes até sem cachê, as vezes a prefeitura pagava um cachê magro por esse show na praça. Mas em 80% dos eventos ocorreram apenas no salão do Jardim Suspenso da Babilônia.

Tudo sempre foi sem patrocínio, às próprias custas, sem lucro do evento, apenas servindo como divulgação de outra prestação de serviço, no início a produção de estúdio de áudio e atualmente hospedagem.

Talvez esse ano, se conseguirmos autorização do ministério da Cultura para captação, o festival se torne mais generoso com a população em geral do município, que terá grandes nomes da música instrumental atual do Brasil tocando “de graça” na praça da cidade todos os sábados de outubro, ajudando o turismo do município como um todo e também propiciando aos alunos da nova orquestra pinhalense e demais munícipes interessados, esses workshops nas sextas feiras de outubro, “gratuitos” de 2 horas de duração diretamente com esses gênios musicais que virão se apresentar esse ano. Será um grande upgrade nessa 20ª versão. Assim esperamos.

 

HPC: Quais foram os principais nomes de artistas que já passaram no palco do festival?

JCP: Nelson Ayres, Wagner Tiso, Naylor Proveta, Alessandro Penezzi, Bocato, Duofel, Hector Costita, Marcel Powell (filho de Baden Powel) Itamar Colasso (ex integrante do Zimbo Trio), Faíska Borges, Chico Teixeira, Ricardo Herz, Ary Borger, Dudu Lima, Edu Ribeiro, Marcinho Eiras, e muitos outros.Atores como Márcio Araujo, Gisele Arantes (peixinha Glub-Glub) , Pascoal da Conceição (professor Abobrinha), Eliana Teruel, etc
HPC:  Qual a média de publico que participa?

JCP: São 60 lugares no salão do Jardim Suspenso da Babilônia. Esperamos um público de 2000 pessoas , no show em Praça Pública, e 200 pessoas no workshop, em quatro finais de semana de praça cheia, serão aproximadamente 9000 pessoas ao todo de público.

 

FONTE:

http://www.pinhalnet.com/site/temporada-de-jazz-do-jardim-suspenso-da-babilonia-confira/

http://www.spamusical.com/festival-de-jazz